Baixo investimento em tecnologia reduz produção industrial no Brasil

No ano de 2021 como um todo, a produção industrial acumulou alta de 3,9% frente a 2020, apontam os dados da CNI, a Confederação Nacional da Indústria. Mas no resultado positivo está embutida a baixa performance da indústria brasileira no ano anterior, quando a produção caiu cerca de 4,5%. Na visão do especialista na área da Cigam, Alexandre Weisheimer, falta de investimentos em tecnologia é um dos principais fatores. Isto é, este comportamento, sobretudo, corrobora para produção industrial perder cada vez mais seu fôlego. A Cigam é fornecedora de software de gestão empresarial (Erp, Crm, Rh, Pdv e Mobile).

“A perda de competitividade em relação aos países que competem diretamente com o Brasil é cada vez maior”, afirma Weisheimer.

“Estamos passando por um período de agressiva transformação digital e o principal sintoma desta falta de infraestrutura em TI é a queda de produtividade”,

conclui o especialista.

A indústria precisa de investimentos urgentes em tecnologia

De acordo com o mais recente levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais da metade da indústria brasileira está atrasada na corrida tecnológica. A pesquisa revela que 14 dos 24 segmentos do setor estão defasados em relação aos rivais globais na adoção de tecnologias digitais.

“Não é só uma questão de incentivos do governo ou desoneração fiscal, que também é importante, claro. Será necessário um redesenho estratégico em conjunto por parte dos players. Sem investimentos consistentes em tecnologia, de fato, está em risco a sobrevivência do setor industrial”, alerta Weisheimer.

O especialista ainda conta que há muito o que ser explorado em tecnologia. Como por exemplo, robôs autônomos, sistemas integrados, cibersegurança, computação em nuvem, internet das coisas, produtos diversos, impressão 3D, realidade aumentada e big data.

“Ferramentas inovadoras estão disponíveis no mercado. Além disso, muitas delas são acessíveis até mesmo para o pequeno empresário. Com planejamento e bons fornecedores é possível remodelar processos. Desta forma, é possível aumentar a produtividade das companhias com investimentos que cabem dentro do orçamento”,

finaliza Weisheimer.

Fonte: Portal eMóbile

i3C é vice-campeã nacional do Prêmio ABII

Com apenas um ponto de diferença entre a grande campeã, a i3C conquistou o segundo lugar na disputada edição deste ano do Prêmio ABII. 

Reconhecido nacionalmente por destacar projetos que desenvolvem ou utilizam as tecnologias habilitadoras da indústria 4.0, o Prêmio ABII 2021 realizou a grande final no dia 27 de outubro. Os cases mostraram na prática como a aplicação de tecnologias está contribuindo com o desenvolvimento da indústria brasileira.

Após uma rodada de alto nível com apresentações dos cases, um time qualificado de jurados conferiu maior nota de avaliação ao projeto “Manutenção preditiva em equipamentos de usinagem utilizando sensores de vibração”, da Latos.

Na sequência, com apenas um ponto a menos, ficou o projeto da I3C, “Soluções aplicadas na Transformação Digital de uma Indústria de Alimentos”. A empresa demonstrou como obteve êxito na aplicação inovadora de tecnologias habilitadoras, de forma integrada, gerando controle, rastreabilidade e informação em tempo real.

Também foram finalistas do Prêmio ABII 2021 os projetos “Geração de energia 4.0: mais energia e menos emissões usando IA”, da Térmica; “Predição de falhas no processo de laminação com monitoramento de dados em tempo real”, da Hedro; “Solução em linha contínua de pré-tratamento e pintura com realidade aumentada”, da Erzinger; e “Solução em linha contínua de lavação de peças integrada ao ERP” , também da Erzinger.