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Código de Barras Vs. RFID: Qual o melhor?

RFID x Código de barras

Essa é uma comparação polêmica e há quem defenda que o código de barras acaba eliminando as vantagens do RFID quando chegamos na parte de CUSTO / INVESTIMENTO. Neste post, nós podemos garantir que a história não é bem essa.


Antes de compararmos essas duas tecnologias vamos fazer um breve descritivo para quem caiu aqui de paraquedas, se você já sabe o que significa, pode pular para o subtítulo “Código de Barras X RFID”, combinado?

O que é código de Barras?

Todo mundo já viu um código de barras em algum produto, e só de ver já sabe do que se trata. Vou usar a referência do GS1 para definir o que é código de barras:

“Os códigos de barras são utilizados para representar uma numeração (identificação) atribuída a produtos, unidades logísticas, localizações, ativos fixos e retornáveis, documentos, contêineres, cargas e serviços facilitando a captura de dados através de leitores (scanners) e coletores de código de barras, propiciando a automação de processos trazendo eficiência, maior controle e confiabilidade para a empresa.”

Simplificando código de barras é o registro do produto e serve para ter um controle de mais eficiente nos processos de produção, de logística, varejo entre outros.

O que é RFID?

Bem esse termo não é tão popular, apesar de que você provavelmente já usa RFID. Vamos usar a mesma referência do GS1 para definir RFID:

‘’RFID se refere a Radio Frequency Identification, ou Identificação por radiofrequência, uma técnica onde ondas de rádio emitidas pelos leitores RFID, através de antenas, atingem etiquetas inteligentes, as TAGs, que por sua vez respondem informado um número único. Este número é demoninado EPC – Electornic Product Code, ou Código Eletrônico do Produto.
Algo similar a leitura de um código de barras, mas sem a necessidade de um campo visual direto com o produto. Muito mais rápido e que pode ser feita em grandes volumes, de uma única vez.’’

Se quiser saber como é o funcionamento do RFID, temos um post inteirinho explicando aqui.

Código de Barras X RFID

Você perceberá que essa comparação acaba sendo injusta para o código de barras, mas isso não significa que ele não é vantajoso. Como defendemos aqui na I3C, tudo depende do objetivo do cliente, então use esse material sem moderação e se tiver qualquer dúvida mais específica para o seu caso, ou não quiser ter o trabalho de fazer essa avaliação sozinho, é só falar conosco que agendamos uma visita para fazer a avaliação da sua empresa.
Vamos lá: Você sabe em quais casos usar código de barras ou RFID na logística?
Abaixo vamos colocar uma função e especificar como funciona cada uma delas  (RFID vs. Codigo de Barras), desse modo você mesmo pode tirar a conclusão para o seu caso.

Serialização

Código de barras:  todos os itens passam a ter o mesmo código. Ou seja, produtos idênticos têm o mesmo código de barras.

RFID: No caso da etiqueta RFID, cada item será único, perfeito para ter controle e rastreabilidade.

Contagem de itens

Código de barras:  É realizada apontando o leitor para cada código impresso e colado no item, deixando propenso ao operador contabilizar duas vezes o mesmo produto, ou esquecendo de contabilizar.

RFID: O leitor recebe o sinal mesmo em itens que estão com a etiqueta dentro de uma caixa por exemplo, ou com a face da etiqueta no outro lado do leitor. O registro é individual e não ocorre erros de leitura repetida ou esquecimento de algum item durante o processo.

Falando sobre a contagem de itens, na tabela abaixo podemos conferir a diferença absurda de velocidade. Enquanto um processo com código de barras conta 300 itens/hora, o RFID conta 10 mil itens/hora no mesmo processo¹. No inventário, essa diferença faz todo sentido: com produtos que utilizam código de barras possui um nível de precisão de +- 80% do estoque². Produtos que utilizam etiquetas RFID possui precisão de +- 99%³. Consequentemente, as paradas para contagem de inventário com RFID se tornam muito mais rápidas, precisas e menor custo envolvido. Empresas que utilizam código de barras realizam geralmente de 1 a 4 vezes ao ano a contagem de seus estoques, justamente pelo tempo dispendido, pela equipe envolvida e pelo custo deste trabalho. Com a etiqueta RFID, é possível realizar o inventário do estoque 1 vez por semana se necessário, justamente pela sua funcionalidade.

¹-²-³: Depende do produto e do processo envolvido.

Tabela 1  Comparativo Contagem de Estoque com RFID X Código de Barras
Tabela 1 Comparativo Contagem de Estoque com RFID X Código de Barras

Informações /Personalização

Código de barras:  Os códigos possuem um padrão numérico que é usado na maioria dos países, com exceção dos Estados Unidos da América e Canadá. Apresenta-se em uma sequência de 13 números. Os três primeiros caracteres identificam o país onde o código foi gerado. Logo após vem o número da empresa que produziu o produto, junto com informações sobre altura, peso, largura e datas de fabricação e validade.
O fato do código de barras ser um dos sistemas mais utilizados no mundo para a captura automática de dados, facilita as relações de venda no exterior. As informações são, portanto, padrões e não é possível personalizar com dados do seu processo ou informações especificas do produto. Todos os produtos iguais recebem a mesma identificação.

RFID: Possui uma memória que pode armazenar qualquer informação e em maior quantidade. Podendo também regravar informações, ou seja, reaproveitar as etiquetas, útil no caso de contagem de matéria prima que é transformado no processo em produto final.
Outro detalhe é que o RFID permite que você grave informações e as leia, o que parece obvio, mas não é possível no código de barras. Você pode, por exemplo, registrar os carimbos de início e término de cada etapa de produção na etiqueta anexada a cada trabalho em andamento (WIP) e enviar essas informações a um banco de dados de produção para mapear onde estão os gargalos.

Ambiente

Código de barras:  Se você já tentou fazer o pagamento de uma conta com o celular com leitor de código de barras sabe bem o que eu vou falar: O código de barras precisa estar limpo e sem rasuras para ser lido, então empresas que trabalham com produtos com graxa, locais com poeira e resíduos, ou ainda, produtos que ficam em refrigeradores que geram umidade dão ainda mais trabalho na hora que precisa identificar o produto com o leitor, e inviabilizam a utilização das etiquetas com código de barras padrão.

RFID: Funciona mesmo quando há uma camada de óleo e/ou sujeira na etiqueta, sendo ideal para ambientes adversos típicos de aplicações automotivas, industriais ou frigoríficos. Há uma grande diversidade de modelos e aplicações disponíveis em RFID, para atender aos cenários mais desafiadores. Identificação ao nível de item permite que você localize cada produto, individualmente, em qualquer lugar da cadeia, dando maior visibilidade do seu estoque e processos operacionais.

Facilidade da Leitura

Código de barras: Você precisar estar na frente do item e apontar o leitor para a etiqueta, e a etiqueta precisa estar em bom estado, caso não esteja é preciso digitar manualmente o código se ele ainda for possível de ler. Se não for possível, não preciso dizer que vai te dar um trabalho extra para tentar localizar ne?

RFID: Você pode estar próximo e o produto não precisa estar visível, tampouco a etiqueta. A leitura pode ser feita com você em movimento, ou o material. Dá uma olhada no exemplo desse vídeo onde montamos o cenário e testamos, as etiquetas estão nas prateleiras altas e mesmo assim é detectada pelo leitor. O acesso, a luminosidade, a temperatura não são impeditivos. Fizemos um teste incluindo algumas etiquetas nesse corredor (com itens mais altos inclusive) para mostrar como é realizada a leitura com o leitor RFID, veja só:

Exemplo de Contagem de Itens com Etiqueta RFID

Localização dos Itens

Código de barras: Pode registrar onde o item foi armazenado e quando necessário você faz a consulta no sistema pelo nome do produto e vai até o local onde encontrará todos os produtos com o mesmo código (isso se não retiraram do local).

RFID: Na consulta você vai saber se o item está em movimento ou foi remanejado, e poderá consultar um item especificamente (com data, lote, ou qualquer informação singular).

Custo

Código de barras: Pode variar de preço devido ao seu tamanho, tipo de papel, de cola e aplicação. Etiquetas simples possuem custo médio em torno de R$ 0,02 centavos.

RFID:  Por possuir um chip e antena para poder responder ao sinal de rádio frequência, seu custo médio é em torno de R$ 0,30 centavos.
Calma que já vamos explicar o porque esse custo da etiqueta não pode ser o fator de decisão.

Então, para relembrar tudo o que lemos até aqui e, para pontuar as vantagens (eu sei que está obvio) fizemos uma tabelinha, olha só:

Tabela de Comparação de RFID X Codigo de Barras: Sinalização das Vantagens

  CÓDIGO DE BARRAS RFID
Serialização   X
Contagem de Itens   X
Velocidade da contagem   X
Número de Contagem   X
Precisão no Inventário   X
Padronização X  
Informações/ Personalização   X
Ambiente   X
Facilidade de Leitura   X
Localização dos itens   X
Custo da etiqueta X  

Eu avisei que seria injusto!

Mas se a única demanda sua hoje é ter padronização para vender seu produto no exterior, por enquanto* o Código de Barras seria mais vantajoso. Olha só: por isso que para fazer um projeto precisamos conhecer a demanda do cliente.

*Por enquanto porque já existe uma frente buscando padronizar o RFID como padrão mundial.

Quando o Código de Barras é mais vantajoso que RFID?

Implantar código de barras é vantajoso sim, para quem não tem nada ou faz apenas controle no papel perceberá uma diferença gritante na sua utilização. Apenas comparando com o RFID ele acaba perdendo alguns pontos e apresentando menos vantagens, como vimos até agora.
Vemos vantagens na utilização do código de barras em empresas pequenas, que ainda não possui nenhum sistema de padronização e melhoria na logística/ estoque, que tem um estoque pequeno e itens padronizados sem necessidade de acompanhamento item a item.
Empresas onde o tempo perdido com inventários não é impactante e que um ganho de produtividade de 60% em relação a controles manuais seja o suficiente.

Gráfico de ganho de produtividade:  Papel, código de barras e RFID
Gráfico de Ganho de Produtividade: Papel, Código de Barras e RFID

Mas e o custo?

Vimos que o RFID tem grandes vantagens em comparação ao Código de Barras, e você chegou até aqui querendo saber da diferença de preço.
Para identificar se o RFID é viável para o seu negócio nós avaliamos o processo atual da sua empresa. Sim, nós vamos na sua empresa e acompanhamos o processo produtivo, conhecemos a logística e todas as etapas envolvidas no processo.
Convidamos você a fazer o mesmo, e identificar tudo que consegue reduzir de custos em sua operação com o uso do RFID (Leia mais sobre 5 possíveis desperdícios aqui)
Desenhe e acompanhe todas as etapas do material e avalie o quanto desperdiçam de tempo com conferências, separação de materiais, inventários e localizando itens. Anote quantas pessoas estão envolvidas em cada etapa do processo também.
Identifique quanto você perde de materiais, calcule esse custo que acaba sendo ajustado no inventário e calcule também o tempo que leva para fazer esses ajustes no sistema. Você tem problemas com garantia? Logística reversa? Perde produtos por estarem vencidos? Consegue calcular o prejuízo?

Abaixo estão alguns questionamentos que, com a implantação do RFID geram drástica redução de custos e melhorias de todo o processo, e com isso viabilizam o projeto. O que você precisa calcular:
 Quantas pessoas estão envolvidas no inventário?
 Quantas vezes ao ano é realizado o inventário?
 Qual é o custo envolvido neste inventário?
 Quantos carregamentos com produtos trocados ocorrem por mês?
 Quanto você perde com logística reversa?
 Qual é a margem de erro do seu inventário hoje?
 Quanto (R$) você perde com materiais não localizados/ roubados?
 Quanto tempo você leva no processo de separação de material?
 Quanto tempo demora para realizar processo de conferência de produto?
 Quanto representa em reais (R$) o tempo dos colaboradores envolvidos no processo de separação?
 Se seu caso é varejo, quanto tempo um cliente fica na fila para finalizar a compra?
 Ainda em varejo, quantas vendas vocês perdem porque clientes desistem da compra por conta da fila?

A I3C faz uma projeção do investimento x Tempo de retorno do Investido (ROI) do RFID para tomar uma decisão baseada em números. A Oxford teve o retorno do ROI em 12 meses. Se você tem dúvida de como fazer ou quer que façamos a simulação para você, nos envie uma mensagem agora no WhatsApp 😉

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